bairro primavera quer aparecer, mas não deixam

Em primeiro lugar quero deixar claro que a análise que faço abaixo não diz respeito à administração atual da cidade, mas atentar para o fato de que o esquecimento e desprezo pela região é histórica. Se hoje a situação perdura, não se deve dar toda a fatura ao prefeito Luciano Barbosa, mas para todas as administrações que o antecederam, como a de Severino Leão, José Alexandre e Célia Rocha. A atual gestão, infelizmente, não reverteu o quadro e continua a manter o padrão histórico de pouca preocupação com o bairro primavera, ainda que estejamos vendo o surgimento da praça da fumageira, que é o primeiro e único bem da região. E a Câmara Municipal é um dos principais atores na manutenção desse quadro de abandono. Não há projetos legislativos para a região. Então a comunidade precisa acordar.

As ruas e avenidas da cidade estão em estado de abandono e sem manutenção. Nos principais corredores de acesso ou saída da cidade a tragédia da falta de investimentos é constante e vem de longa data. Para quem trafega pelas ruas que saem das rodovias e entram na cidade, como a avenida que liga o centro à Boa Vista, ou a que liga as cacimbas aos Cazuzinhas, pode sentir de perto a ausência de investimento. O asfalto deu lugar aos buracos e a terra crua, e motoristas e pedestres lutam para ver quem tem direito a usar a via.

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O caso da rua Paulo Afonso não é o pior, mas é emblemático da situação que vive nossas artérias. Nesse caso da prmavera é triste observar que duas décadas de constantes reclamações não fazem qualquer diferença pois a comunidade é amplamente desprestigiada, não tendo atenção pública para sanar seus principais problemas. A Rua Paulo Afonso é uma das principais vias do bairro Primavera, que é uma das regiões mais populosas da cidade e também uma das áreas com a menor cobertura de serviços públicos. Esta via é a entrada e a saída do bairro para quem vai ao centro da cidade. Apesar de constantes reclamações junto à prefeitura, nada é feito para melhorar o tráfego de pedestres e de veículos.

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O abandono nos dá a pista para pensar no sentido dessa desqualificação e a ausência de direito à cidade. Observe-se que a questão aqui não é propriamente a ausência de dinheiro para as obras estruturais, mais um desprezo político por essa região da cidade. Milhares de pessoas atravessam essa rua diariamente, e são obrigadas a uma travessia junto aos automóveis. Como se trata de um bairro com altos índices de violência, a gestão pública poderia implantar sinais de civilidade e boa vizinhança no local. Um exemplo: nesta rua se o passeio de pedestres pudesse ser feito com um projeto paisagístico de jardinagem daria aos moradores a idéia de estarem em um ambiente agradável e diminuiria a tensão de viver numa região pobre em investimentos e com taxas de violência comunitária acima da média da cidade.

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O maior problema é a incapacidade civil de seus moradores, na maioria das vezes apáticos quanto à resistência civil, no sentido de apropriarem-se de sua comunidade e exigir das autoridades uma mudança de orientação nos investimentos em obras públicas. Não é preciso dizer que a velha cantilena repetida de que violência se resolve com mais polícia não faz mais sentido quando se esquece de atentar que uma cidade bela (como a região do Perucaba e do Ceci Cunha) ajudam a diminuir a tensão. É certo que uma cidade bonita, com espaços verdes, de convivência dão mote a uma ampliação do sentimento de liberdade e de felicidade. O bairro Primavera, Cacimbas e Manoel Teles precisam com urgência dessa atenção.

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O pecado aqui não é apenas a ausência de urbanidade mas o constante desrespeito aos moradores, pois é uma região sem equipamentos sociais para o lazer e para a educação. Boa parte do bairro foi pavimentada mas a maior parte das ruas continuam esperando. Somado à isso, há uma falta de iluminação nas ruas durante a noite. Ao circular pela região observa-se que está em mudança, pois o padrão das habitações tem melhorado nos últimos anos. Para que a região se transforme em um ambiente acolhedor para as famílias é preciso que a prefeitura sinalize para eles isso. Áreas verdes, áreas de convivência, espaços de lazer e cultura. equipamentos sociais para saúde e segurança também são bem-vindos.

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Imaginem o impacto positivo que a nova Marginal e o Bosque vão trazer àquela região do Centro, Capiatã, Alto do Cruzeiro e Santa Edwirges. Vai transformar essa região da cidade. O bosque vai dar mais qualidade de vida e trazer mais alegria para os cidadãos e cidadãs. É esse tipo de intervenção que precisa urgentemente chegar a zona sul e zona leste da cidade, conhecidas como as regiões com maiores índices de pobreza, vulnerabilidade social e violência. Mas os projetos de intervenção e transformação urbanas não chegam por lá.

bairro primavera quer aparecer, mas não deixam bairro primavera quer aparecer, mas não deixam Reviewed by davy sales on segunda-feira, junho 13, 2011 Rating: 5
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