estruturas carcerária, cultural e urbana

Nesse imbróglio sobre o campus da UFAL e o presídio a cidade tem a chance de discutir a questão. Leio e ouço muito sobre a posição do prefeito Luciano Barbosa de que seria interessante a saída do presídio daquela vizinhança, e lí o Roberto Baía escrever que se o presídio já estava lá quando a UFAL chegou, que saia a UFAL. Pela lógica mais básica, o campus da universidade vai crescer muito, pois todas as graduações que hoje funcionam no campus Maceó, em uma década, estarão no campus daqui também. O presídio foi mal construído, e segundo fontes, as paredes são quase de areia crua. Com instalações precárias e com superlotação, é perene o noticiário de fugas da instituição prisional. As fugas, como nas duas últimas, foram acompanhadas pela polícia. Balas agora atingem as paredes da universidade, colocando em estado de alerta e estresse, os funcionários, professores e alunos. Nas fugas há tiroteios e presidiários atravessam o campus. O que fazer? Parece razoável pensar em construir novo presídio numa região adequada e que este seja construído de maneira a garantir a estadia dos apenados bem como a tranquilidade da região. A UFAL precisa de tranquilidade para crescer e aparecer, que a cidade não a sufoque.

A cidade acabou de sediar três dias de música com o Viva Arapiraca. Nesta semana a cidade é palco, no morro da Maçarambuda, do espetáculo A paixão de Cristo que tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial do Estado (Lei nº 7.281/2011). A agenda de festas locais tem então o Viva Arapiraca (festival de música em homenagem à cidade e seu desenvolvimento), a Paixão de Cristo (teatro ao ar livre no Morro Santo da Maçaranduba), o São João (Quadrilhas e shows de sanfoneiros e forrozeiros em vários pontos da cidade), o 30 de Outubro (festa da Emancipação Política com grande desfile) e o Reveillon (Festival pirotécnico no lago da Perucaba). Está claro uma boa capacidade dos entes públicos em fazer valer um calendário cultural mínimo para a cidade. Se a prefeitura conseguiu trazer estas festas para a tradição ainda nos falta muito da iniciativa privada para fazer da nossa cidade um espaço de cultura, diversão e lazer. Uma das únicas coisas que atraímos ultimamente são espaços de gastronomia, e nenhum de lazer. Nosoos dois teatros, SESI e SESC funcionam com uma agenda quase parada. Semestralmente nos chega notícia de um espetáculo ou exposição. Jovens e amantes não tem uma casa onde possam ir dançar, uma boite. A agenda de shows também nos é uma tristeza, com uma repetição ad eternum dos mesmos nomes e novos discos nas raras casas de shows da cidade. Não há galerias de arte abertas diariamente ou museus que manifestem a pluralidade dos nossos acervos culturais. Precisamos deixar o lugar confortável de cidadezinha e abraçar o status de cidade rica e desenvolvida.

É a maior vergonha da cidade o caos e abandono de mais de uma década da sequência de ruas – rua dom jonas batingas, avenida muniz falção e rua vereador saturnino de almeira – pois trata-se de uma das principais vias de entrada e saída da cidade para milhares de pessoas. Inúmeras reclamações já foram feitas aos vereadores, ao prefeito, mas nenhum grão de areia se move naquela área. A cidade desprezou a região que vai do centro até a AL102, e que tornou-se um dos focos de expansão da área urbana, como a região da boa vista e aeroporto. O trânsito pela via é feito de maneira desordeira e violenta, pois há uma centena de buracos, sem acostamento nem ciclovia, sem sinalização e com dezenas de quebra-molas. Nas horas de grande movimentação o trânsito fica perigoso e como a Câmara de Vereadores nem a Prefeitura não se sensibilizam, pedestres e ciclistas devem lutar contra caminhões, ônibus, motos e carros tentando ficar nas partes da pista onde ainda há sinal de asfalto. Nenhuma voz oficial veio aos moradores tranquilizá-los pela situação triste em que foram jogados. Vivendo numa área degradada e pagando impostos para uma cidade que não os vê. Que o São Luiz, Primavera, Batingas e Boa Vista gritem para que sejam ouvidos, a cidade agradecerá. Dessa região atinge-se a AL-115 que nos leva até o distrito industrial e ao novo conjunto residencial Brisa do Lago. É lamentável o estado de destruição e abandono dessa rodovia, que cruza o sul da nossa cidade. O governador nos deve muito, pois somado a essa vergonha de rodovia, a duplicação da AL220 continua um grande mistério, propriamente parada nesses dias e lotada de problemas estruturais, como ausência de viadutos, pontes e alças de mudança de níveis. A rodovia não foi pensada para a grande Arapiraca, fica claro que o governo do Estado não sabia que uma segunda cidade está a surgir na região norte, como a Maçaranduba, Planalto e Arnon de Melo. Vários novos conjuntos residenciais daquele outro lado da pista, o que exige da duplicação meios de travessia segura. E isso é a dor de cabeça atual dos quase-engenheiros do governo estadual.

estruturas carcerária, cultural e urbana estruturas carcerária, cultural e urbana Reviewed by davy sales on domingo, abril 08, 2012 Rating: 5

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