o pulsar crescente de arapiraca

Cidade de pessoas

Sem transporte público, a cidade “cresce” dando as costas a maior parte de sua população, que anda a pé, para ir trabalhar ou estudar. Há mototaxistas que levam um passageiro por 2 ou três reais. A maioria não pode pagar 6 reais diários para ir e vir de moto. Apesar de a maioria da população andar a pé, o passeio das calçadas são muito irregulares, chegando inclusive a expulsar o pedestre para as ruas. Com poucas árvores e num clima agreste, o sol castiga seus transeuntes. E não raro pedestres lutam contra motoristas para se manterem na via, e não nas calçadas.

Cidade de motoristas

arap_pca_marques1O trânsito está ficando cada vez mais pesado e engarrafado. O centro tem recebido uma frota cada vez maior de veículos (motos e carros), mas a movimentação econômica também tem enviado para cá seus caminhões com suas mercadorias. Estacionar no centro é tarefa inglória, basta tentar, não há espaço, não há vagas. Das 8 as 18 só pagando. Ainda assim, se estiver pronto para pagar por um estacionamento privado, também pode encontrar boa parte dele sempre cheios.

DSC04071Como em toda cidade brasileira, nesta década, temos cada vez mais pessoas com acesso a financimaneto de veículos, o que tem aumentado consideravelmente o uso per capita. No nosso caso, o desenho das vias ainda é de uma cidade de trinta anos atrás. Uma reengenharia dos principais corredores é urgente, pois há cada vez mais carros e cada vez menos espaço para um tráfego razoável.

Imagine-se o fluxo de automóveis que seguirão para o shopping e o impacto que isso terá sob a região do Alto do Cruzeiro e Centro Administrativo. Mal sinalizadas, esburacadas, cheios de quebra-molas e com grande tráfego, as ruas e avenidas precisam de uma atenção mais técnica, direcionada a responder ao pulso atual.

DSC04081Em busca de uma saída

O VLT parece ser parte da solução, pois deve atender ao centro e a região oeste da cidade. Mas para quem mora no Alto do Cruzeiro, Brasília, Rodoviária, Canafístula, Cavaco, Baixa Grande entre outros não serão atendidos, dependendo ainda de uma compensação como ônibus. A cidade precisa de estudos sobre o seu tecido urbano, no sentido de entender a movimentação das pessoas, os horários e as demandas por acesso à transporte. Isso ajudaria a baixar um pouco o uso de automóveis e motocicletas. Áreas verdes como o parque Ceci Cunha precisam crescer, para ser de fato o pulmão da cidade, como deseja a prefeitura com o Bosque das Arapiracas que deve ser construído no meio das duas vias da marginal do piauí.

DSC04446 É importante que Arapiraca não se torne apenas uma cidade para carros, mas que contemple também largos passeios, arborizados, onde a população feliz festeja sua existência. Temos dinheiro público capaz de viabilizar uma cidade que cresce mas que se arboriza. Mais árvores melhora a qualidade de vida, melhora a estética da paisagem, melhora os humores da vida civil. Com um mercado imobiliário em crescente punjança, é preciso correr contra o tempo para termos uma cidade vertical mas em convívio sofisticado com reservas naturais, como o piauí e a perucaba.

o pulsar crescente de arapiraca o pulsar crescente de arapiraca Reviewed by davy sales on terça-feira, maio 11, 2010 Rating: 5

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