notas de dor e pesar

(+) Collor está em silêncio. Os políticos alagoanos querem que ele fale se vai ser candidato a alguma coisa, para que outras candidaturas possam se definir. Collor diz que só fala quando bem quiser – na última eleição para o senado ele desdenhou da cena política local e entrou no páreo faltando uma semana e (infelizmente) ganhou: ele tem certeza que a maioria pobre e analfabeta da capital e do interior, além dos costumerios serviçais e vassalos, somando-se também corruptos e fascistas alagoanos, sem esquecer da classe média de direita de maceió, estarão prontos para dar voto à ele. E essa gente quer que esqueçamos que ele foi demitido (impeachment) por corrupção. Como senador é faltoso, incapaz e improdutivo. Uma vergonha para Alagoas;

(+) O judiciário precisa se acostumar com o Estado de direito. Um juiz não é Deus. Um juiz é um funcionário público. A prefeita de São Miguel, numa atitude desumana e antidemocrática, comprou com o dinheiro do povo, uma antiga fábrica onde residem seus antigos (des)empregados. Agora 105 famílias receberam a ordem de despejo de um juiz. O executivo e o judiciário avisam que se resistirem haverá uso de força. Quer dizer, o poder público, insano, desapropria as famílias e exige que sorriam e fiquem quietas. Dormir nas calçadas é lindo. Contanto que a prefeita e o juiz continuem tendo direito a casa e salário, nada será feito em favor do povo. Alagoas, essa maravilha do respeito aos direitos, essa pérola democrática, essa vastidão moral. É preciso educar o povo para a revolta;

(+) A UNEAL, essa universidade-faz-de-conta, continua sua inglória caminhada em função de sua extinção. O governador já avisou que quer que a UNEAL acabe. Não vai investir no quadro de professores de jeito nenhum. Para este, professores substitutos, sem compromisso nem vínculo com a entidade, ajuda a fortalecer a idéia da incapacidade dessa universidade servir à sociedade. Com professores, não todos, certamente, mas a maioria, sem formação adequada e sem pesquisa, faz desta “universidade” um território da fragilidade acadêmica. Arapiraca sempre lutou para fortalecê-la mas o governo estadual sempre negou qualquer preocupação;

notas de dor e pesar notas de dor e pesar Reviewed by davy sales on segunda-feira, abril 26, 2010 Rating: 5

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