pedofilia, mentiras e videotapes

A cidade ferveu essa semana logo após o SBT exibir reportagem sobre pedofilia envolvendo parte do clero católico local. Na reportagem, os garotos que foram abusados pelas autoridades religiosas abrem o verbo, contam tudo. E isso abriu uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos trocando farpas. O que parece estranho é toda essa discussão como se alguns homens, sejam padres, pastores ou pai-de-família, não praticassem pedofilia. Como tabu, ninguém admite, mas vemos diariamente adultos pegos em motéis com crianças, pegos em flagrante em casa, pegos bolinando em praça pública. No filme Bastio das Bestas, um pai usa sua filha para ganhar dinheiro, e a expõe enquanto caminhoneiros se masturbam por R$ 1. É um quadro desolador e triste, mas revela um traço da vida sexual. O mal-estar é maior porque pegaram autoridades religiosas, mas não é um costume e uma prática tão negada. Ela está guardada no lado escuro, mas é perene: basta ver as boites que exploram crianças, os motéis que fazem vista grossa, a conivência de mães junto a maridos abusadores. Afinal, como pensar o fato de que muitas avós e mães casavam com 12, 13 ou 14 anos com noivos de 30 em uniões sob a benção de todos. O pedófilo se coloca numa assimetria moral e física: deseja obter prazer de um corpo infante, manipulando o jogo de antemão, assedia e, com estórias, confunde a mente infantil. É inadequado socialmente porque agride a infância. Não faz sentido defender pessoas que vivem para molestar, abusar e humilhar crianças. Sua prática sexual é incompatível com o desenho de nossas sociedades onde criança brinca com criança, e adultos brincam com adultos. A criança deve ter direito a liberdade, a inviolabilidade do seu corpo, ter a sua dignidade e autoestima preservadas, habitar em um ambiente seguro, como o núcleo familiar.
Para entender a pedofilia
A pedofilia é a atração sexual de um adulto por uma criança. Esta não se confunde com homossexualidade. Um homem heterossexual quando mantém relações sexuais com uma garota antes da puberdade está praticando pedofilia. Uma mulher adulta que abusa de um garoto antes da puberdade é pedófila. Assim, a pedofilia ocorre no ambiente das diversas práticas sexuais, não sendo uma característica da homossexualidade, da heterossexualidade ou da bissexualidade po si só. A pedofilia é um comportamento sexual presente entre homens e mulheres maduros, independentes de suas orientações sexuais.
A pedofilia no mundo antigo e arcaico
No Corão, por exemplo, há um capítulo em que Aisha, uma das esposas de Maomé, teria seis anos ao se casar com ele e a primeira relação sexual aos nove. Maomé só não a disvirginou logo por causa de uma doença que ela tinha. Esperou por três anos. E Maomé permitiu que a garotinha-esposa trouxesse brinquedos e bonecas para sua tenda. Antes da influência judaico-cristã, a maioria das antigas civilizações aprovavam, admitiam e admiravam práticas sexuais de adultos com crianças. No antigo Egito, os faraós submetiam crianças aos seus caprichos sexuais. Na Lei das Tábuas (Roma) era evidente a iniciação sexual do filho com o pai. Este dominava sexualmente seu filho varão. Os Samurais também mantinham jovens púberes como acompanhates. Na Grécia e no Império Romano, o uso de menores para a satisfação sexual de adultos foi um costume tolerado e até prezado. Na China, castrar meninos para vendê-los a homens ricos foi costume legítimo durante milênios.
A pedofilia hoje
mulçumanos ortodoxos desposam crianças

 
A maioria das sociedades atuais condenam expressamente a prática da pedofilia e suas leis são claras quanto a punir exemplarmente seus praticantes. No Oriente Médio meninas de 6 aos 10 anos ainda são usadas em matrimônios arranjados, seria como uma pedofilia institucional, como mostra essa fotografia. Entre nós não raro ouvimos sobre pais ou mães que abusam de suas crianças. Nas ruas observamos passivamente os olhares de homens velhos sobre crianças chegando a puberdade. Eles a desejam e não escondem. A prostituição infantil ainda é um grave problema que não conseguimos atingir inteiramente. Em 1989 a ONU publicou a Convenção Internacional dos Direitos da Criança e em seu artigo 19 proíbe o abuso, a ameaça ou a violência contra a integridade sexual dos infantes. É preciso que possamos guardar nossas crianças e impedir que adultos as tenham acesso, sejam como noivos sejam como pedofilos ou estupradores. A infância precisa de um espaço de sanidade e de leveza. A infância precisa de adultos responsáveis que as proteja da sanha cruel de adultos que atravessam seus caminhos. A infância precisa respirar a criança e sua inocência inerentes. A criança precisa ter assegurada a não violação de seus corpos e de sua integridade moral e sexual. No Brasil, a pedofilia, pela Lei 8.072/90, é considerada crime hediondo, o que determina rigor absoluto para o acusado desse tipo, que, sem direito a fiança ou liberdade provisória, responde ao processo preso em regime fechado e tem de cumprir a pena integralmente.
pedofilia, mentiras e videotapes pedofilia, mentiras e videotapes Reviewed by davy sales on domingo, março 14, 2010 Rating: 5

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