arapiraca, flôr do agreste

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Quem visita Arapiraca sempre nos diz o quanto admira esta cidade, os que voltam repetem o quanto ela se transformou e cresceu. Ultimamente tomou proporções regionais, atraindo investimentos público e privado, como a duplicação da AL-220, a Marginal do Piauí, a promessa do Metrô e o shopping, em construção. No centro do estado, atraiu núcleos na área de saúde, educação e serviços. A população cresceu, também muitos migrantes em busca de oportunidades. Observá-la com paixão é sentimento nativo, desses que qualquer tradução roubaria a cor, o tom e a profundidade originais. Cidade de vastos horizontes, muito quente no verão mas fria nos pequenos invernos tropicais. De uma pequena vila à beira do riacho piauí, para o presente urbio em ascensão sociopolítica e econômica estadual e regional. De um sítio em 1848 a uma região metropolitana em 2010 vão-se 162 anos. Mas oficialmente falamos em 1924, data da emancipação política, o que lhe dá a jovial idade de 86 anos no próximo 30 de outubro. Somos duas vezes mais velhos e maduros do que discorre a vã historiografia. Portanto 162 anos desde a sua concepção, mas 86 de existência oficial, quando deixou de ser uma vila pertencente à Limoeiro de Anadia. São os 162 anos do povo que traduz-se em força arapiraquense, em saberes locais, em agência política, em capacidade de ser o centro político e econômico regional. Falta-nos investimento cultural numa mudança de atitude frente à educação. Os adultos semi-alfabetizados devem voltar à escola e os diplomados no ensino superior agirem em prol do nosso desenvolvimento. A Câmara de Vereadores precisa acordar e ter um papel ativo na construção da cidade. O Executivo tem sido o principal motor de nosso desenvolvimento mas sua ação e projetos precisam da participação popular.

arapiraca, flôr do agreste arapiraca, flôr do agreste Reviewed by davy sales on segunda-feira, março 29, 2010 Rating: 5

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