deputado(?) antônio albuquerque envergonha alagoas

Um parlamentar é o representante do povo. Este se destacaria por sua conduta ilibada, modelo de legislador em prol do bem-estar da sociedade. Quando o povo elege um deputado é porque espera deste uma atitude honrada, que festeje a paz social e lute contra as injustiças. Mas é justamente o contrário que ocorre com a maioria dos deputados em Alagoas, este estado acuado e servil, nas mãos de uma elite sugadora do futuro e comprometedora da ordem social.

A notícia da prisão do filho do deputado(?) Antônio Albuquerque é um exemplo claro do quanto nossa sociedade está no caminho errado e procura inocular tentativas de cura social. O filho do deputado(?) foi preso por estar armado. O delegado prendeu. O deputado(?) e seus colegas parlamentares(?), além da família, foram a delegacia, em caravana para enfrentar a ordem jurídica.

O delegado, que sabia que este é um crime inafiançavel, apôs uma fiança. O deputado(?) pagou a fiança e o filho foi solto. O MP entrou com um pedido para saber porque o delegado definiu fiança sobre crime inafiançavel – isto apenas um juiz poderia fazê-lo. O deputado(?) foi à tribuna da Assembléia criticar o delegado, a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Governador. Isso é muito estranho. Ao invés do deputado(?) mostrar a sociedade que educa seu filho, ele faz o contrário, defende o uso de arma e ataca a ordem pública. Se um pai não ensina ao filho que arma de fogo é ilegal, é porque o uso da arma de fogo é parte de sua identidade. É preciso que os parlamentares acenem para o povo no sentido de dizer que estão em busca de conduzir nossa sociedade para um ambiente saudável, onde práticas caducas sejam substituídas por ações em prol da cidadania, da justiça e do bem-estar comum.

Alguns processos que o deputado está envolvido como réu:

TJ-AL Foro de Maceió Processo Nº001.08.058272-0 - Réu em ação civil pública movida pelo Ministério Público. O parlamentar teria envolvimento no esquema de desvio de verbas da folha de pagamento da Casa descoberto pela Polícia Federal na Operação Taturana. O processo tramita em segredo de justiça (o parlamentar está identificado como A. R. de A.). Por conta deste processo, Albuquerque chegou a ser afastado da Assembleia, mas retornou ao mandato por decisão do STF (STF Suspensão de Liminar Nº297/2009).

TJ-AL Foro de Maceió Processo Nº 001.09.010943-1/2009 - Réu em ação civil pública movida pelo Ministério Público.

TRE-AL Representação Nº223/2009 - Acionado pelo Ministério Público por extrapolação do limite de doações e contribuições para campanha.

TRF-5 Seção Judiciária de Alagoas Processo Nº2004.80.00.002450-7 - Sofre execução fiscal movida pela Fazenda Nacional em face de débito em contribuições previdenciárias.

Apontado como líder do grupo que fraudava a folha de pagamento da Assembleia por meio de esquema desbaratado pela Polícia Federal na Operação Taturana. Foi afastado do mandato por decisão judicial, mas retornou por liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal. Teria recebido verba parlamentar mesmo durante o período de afastamento (Folha de S. Paulo,7.dez.2007, 29.jan.2008; Gazeta de Alagoas, 23.dez.2007; Jornal de Brasília, 29.jan.2008, 13.fev.2008; O Jornal, 11.jun.2008;O Estado de S. Paulo, 21.jun.2008; O Globo, 14.jul.2009).

Acusado de crime de pistolagem e formação de quadrilha, chegou a ser preso juntamente com o deputado Cícero Ferro. O parlamentar teria participação no assassinato do policial militar José Gonçalves da Silva Filho, em 1996. Foi solto por habeas corpus. O deputado nega envolvimento no crime (Folha de S. Paulo, 12.jul.2008; Gazeta de Alagoas, 31.jul.2008).

Fontes de informações: Excelências (Transparência Brasil)

deputado(?) antônio albuquerque envergonha alagoas deputado(?) antônio albuquerque envergonha alagoas Reviewed by davy sales on quinta-feira, dezembro 10, 2009 Rating: 5

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