nóis é jeca, mas é jóia, ou grande cuisine

A comida pode perfeitamente ser uma janela pela qual observamos a nós mesmos. Ao mergulhar na memória, em busca de orientações, várias comidas voltam a tona, como registro de um paladar e de um modo de ser. Senão vejamos alguns desses quitutes:

cuzcuz cuzcuz-com-leite-e-xarque, parece sabor das 18h. Homenageado com café quente, o cuzcuz enxarcado de leite estala ao sal xarqueado. Um deleite que só o paladar nordestino nos concedeu – presente na memória desde tempos infantes, e sobrevive;

cocadadecoco cocada-de-côco, doce de memória arcaica, acomete fins-de-tarde e fins-de-semana. Degustá-lo para sorvê-lo à agua fria a descer pela garganta – ecoa memória de festas e fim-de-tarde; doce pós-almoço;

tapioca tapioca: a culinária nordestina abraça o parentesco indígena. beijús. A mandioca e sua farinha. Que riqueza e delícia embriagante. A farinha é jogada na base e espalhada queima um dos lados, povilha-se côco;

macaxeira inhame/macaxeira: essas raizes sempre tem lugar à mesa, principalmente no jantar. Some-se ovos, manteiga, queijo de qualho assado, e carne, o manjar está servido. Remete-nos ao ambiente doméstico. Lembra longas conversas em torno da mesa, tê-los para servir, sempre é dádiva;

E a comida vai tecendo o homem, como dizia josué de castro no seu magnífico homens e carangueijos.

nóis é jeca, mas é jóia, ou grande cuisine nóis é jeca, mas é jóia, ou grande cuisine Reviewed by davy sales on sexta-feira, outubro 30, 2009 Rating: 5

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