à espera do ser sintético

Por Hércules Menezes – versão resumida (para ler o artigo completo: ComCiência)

Biologia sintética, vida artificial, engenharia metabólica e química biológica são termos que, nos últimos anos, vêm sendo utilizados com mais freqüência nas manchetes da literatura científica e de divulgação científica. O destaque dado a esses temas sugere que, após os transgênicos e a genômica, começa a se formar uma nova onda no agitado mar das ciências neste início de século.

Venter fala em reconstruir o ser vivo, a partir da reordenação de suas peças básicas, uma espécie de “legos biológicos” ou biobricks. Essa reconstrução de sistemas análogos aos sistemas vivos está sendo chamada de “vida sintética” (leia reportagem sobre pesquisas na área).

As manipulações moleculares permitem que a biotecnologia saia do campo da teoria para as bancadas dos laboratórios. O marco foi a descrição da estrutura da molécula de DNA (1953) que passa a impulsionar e nortear as pesquisas biológicas que utilizam a tecnologia. Entre elas, a fertilização in vitro (1978), o nascimento da ovelha Dolly (1992), a abertura do mercado para a produção e consumo de organismos geneticamente modificados sinalizam que a manipulação molecular dos seres vivos conquista, cada vez mais, terreno.

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Para a biologia sintética, o sistema hierárquico utilizado na engenharia computacional, serve como um modelo análogo para a construção de células. Esquema retirado de E., Basu S.; Karig D.K.; Weir R. “ Synthetic biology: new engineering rules for an emerging discipline. Andrianantoandro”. Molecular Systems Biology p. 2:2006.

Próximo ao início do novo século, pesquisadores de diferentes regiões do planeta exercitavam a biotecnologia, principalmente a utilização de enzimas de restrição (responsáveis por cortar o DNA em determinados trechos). Através deste refinadíssimo processo de cirurgia molecular, passa a ser possível remover genes, inseri-los em outros fragmentos de DNA e finalmente inoculá-los em diversos outros organismos. Forma-se assim uma massa crítica de biólogos moleculares que torna viável a realização do grande projeto de decifração do genoma humano, concluído em 2003. Entender como apenas 25 mil genes humanos, aproximadamente, são capazes de produzir tamanha complexidade orgânica é o maior desafio da genética e da biologia sintética.

à espera do ser sintético à espera do ser sintético Reviewed by davy sales on quarta-feira, outubro 21, 2009 Rating: 5

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