arapiraquenses sem direito à circulação

 

Em Arapiraca o trânsito é assunto bem complicado. Trata-se de uma cidade que possui um volume de automóveis e motocicletas acima da média regional. Os engarrafamentos e acidentes cresceram. Pelo que se observa, a cidade sustenta o sistema de maneira precária.

Nossas vias foram traçadas duas ou três décadas atrás e não suportam mais o volume de tráfego que a cidade recebe atualmente. São ruas muito apertadas para escoar o trânsito e além desse problema, há uma inflação de quebra-molas, de valas, de buracos. Por não ter gente capacitada para agir pela coletividade e o seu direito à circulação, não desenhou ainda um sistema público de transporte, o que obriga milhares de cidadãos numa aventura pelas vias a pé. arap_transito

Não há sequer uma única avenida que oriente seu trânsito. E afirma ser a que mais cresce no nordeste. Cresce. Mas é desprovida de vontade política (apesar de ter cérebros para pensá-la). A maior parte de nossas vias é em terra crua, sem paralepipedo, sem asfalto. Se a cidade não reverter rapidamente esse quadro, abrindo vias de médio porte – como promete ser a marginal do piauí –, vamos parar.

Observe-se a entrada para o bairro primavera na rua são francisco: a rua é de mão dupla, com buracos e quebra-molas em seu início. As pessoas passam entre os carros porque não há calçada mas um cruzamento de linha férrea. Havia uma passarela, que desapareceu. E desde então continua a mesma paisagem.

Ao invés de trazer novas vias, realiza-se operação tapa-buraco. Tapar buraco é o contrário de investimento em nosso futuro. Haja paciência para viver numa comunidade que não conhece seus direitos à circulação diante das esmolas oficiais. Se o executivo não avança no campo do transporte coletivo e da estutura viária, o legislativo parece também desconhecer o problema.

arapiraquenses sem direito à circulação arapiraquenses sem direito à circulação Reviewed by davy sales on sábado, setembro 05, 2009 Rating: 5

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