exu contra-ataca

para ler o texto na íntegra: carta capital

foto: http://tororoachei.files.wordpress.com/2008/07/orixas.jpg

Concebidas em 2000 pelo escultor Tatti Moreno, as oito figuras de orixás são emblemáticas da disputa entre os neopentecostais e os seguidores da religião afro-baiana na capital, que reagem com uma campanha nacional contra a intolerância religiosa.

A ideia não é partir para o confronto, embora nos últimos anos tenham sido frequentes as agressões de evangélicos, sobretudo fiéis da Igreja Universal e da Evangelho Quadrangular, aos adeptos das religiões de matrizes africanas, nomenclatura adotada pelas gentes da umbanda e do candomblé. A principal meta é mesmo corrigir as estatísticas, a partir do Censo 2010 do IBGE. Com o slogan “Quem é de axé diz que é”, pretende-se conscientizar as pessoas da importância de assumirem o credo em religião afro-brasileira. No último Censo, em 2000, só 0,5% dos soteropolitanos afirmaram ser praticantes da umbanda e do candomblé, ante 18,1% que se declararam evangélicos.

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Em compensação, Salvador viu surgir em 2001 um dos maiores templos da Igreja Universal no País, com capacidade para 9 mil fiéis. As baianas do acarajé, figuras-símbolo do candomblé, hoje encontram rivais nas vendedoras de “bolinho de Jesus”, que se recusam a associar o quitute a uma oferenda aos orixás.

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Em Salvador, são frequentes as notícias de invasões de terreiros por evangélicos com bíblias em punho e agressões verbais aos que andam paramentados com roupa branca, torços (turbantes) e colares de contas coloridas.

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exu contra-ataca exu contra-ataca Reviewed by davy sales on sexta-feira, junho 12, 2009 Rating: 5

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