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falência do executivo: governador e prefeitos contra o povo e os valores democráticosimage

O governo estadual está falido. Não é capaz de gerir alagoas. Incapacidade ética e  técnica para conduzir o futuro dos alagoanos. Descobriu-se também prefeitura de fachada - aquela onde o executivo é balcão de negócios, incapaz de dar cidadania - acesso à cidade e aos seus bens. Vê-se corrupção e roubo em prefeituras. Prefeitos sendo procurados pela polícia. Desvio de verbas públicas. Má gestão. Perseguição política. Nepotismo de toda ordem.

falência do legislativo: nas câmaras e assembléia, nepotismo, corrupção

Várias operações policiais entraram em cena para deixar a política fora das assembléias legislativas e câmaras municipais, para serem geridas em delegacias de polícia. Lá atrás está o caso PC Farias com o impeachment do Collor. Na ordem do dia, a operação Gabirú, Anaconda, Tridente, Navalha, Sanguessuga e Taturana expôs vereadores, prefeitos, secretários, funcionários de orgãos públicos, deputados estaduais e federais e senadores na lista de roubo do erário público. Alagoas pode assistir, por exemplo, a queda do senador Renan Calheiros na operação Navalha. Pode assistir a polícia na perseguição contra a mesa diretora da Assembléia Legislativa, com deputados sendo indiciados por roubo de cerca de 300 milhões de dinheiro dos alagoanos. Além do roubo do dinheiro dos alagoanos, outros são indiciados por corrupção, falsidade ideológica, abuso de poder, roubo, assassinato, crimes de mando, pistolagem.

 

falência do judiciário: perda de legitimidade, seletiva, elitista, injusta

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) constatou que os desembargadores alagoanos "receberam ilegalmente" cerca de R$ 110 milhões (1995-2006). Agora o CNJ avisa que os nagistrados terão que devolver tudo aos cofres públicos. Trata-se de "autopagamentos" produzidos por brechas jurídicas (gatilhos, planos econômicos, etc) mas agora é questionada pelo CNJ. Grande parte da magistratura local recebeu "créditos ilegais". Entre outros, beneficiaram-se: Washington Luiz (R$ 1.109.634,33), Antônio Sapucaia (R$ 1.074.542,00), Mário Casado Ramalho (R$ 984.372,00), Elizabeth Carvalho (R$ 958.840,00), Estácio Luiz Gama de Lima (R$ 946.963,00), Sebastião Costa Filho (R$ 936.00,00), Fernando Tourinho (pai) (R$ 913.317,00), José Fernandes de Hollanda (R$ 838.069,57), Pedro Augusto Mendonça (R$ 679.146,00), Orlando Manso (R$ 549.395,00), Otávio Praxedes (R$ 512.281,36), Nelma Padilha (R$ 488.579,39), James Magalhães (R$ 426.670,08), Eduardo Andrade (R$ 350.733,14) e Alcides Gusmão (R$ 310.509,77). Dos desembargadores alagoanos apenas dois não se "apossaram" indevidamento do dinheiro público: José Carlos Malta Marques e Tutmés Airan.

 

a voz por um fio

Até quando os alagoanos rezarão nas cartilhas da infame política, não se sabe. Está agora a se entender como separar o joio do trigo, elevando a categoria de inelegíveis todos os coronéis da antiga e desgastada quase-política e indicações mais éticas e coerentes para nossa justiça. Estamos a viver um momento novo, mas a lama ainda está nas calçadas, apesar do movimento de tirá-la de dentro de casa. A política deixou de ser nosso horizonte de futuro para ser sinônimo de escândalo cívico e policial. As próximas eleições já estão a se desenhar, e o povo tem a obrigação moral e política de dizer não aos ladrões e assassinos que teimam em manter uma cadeira na prefeitura, na câmara, na assembléia, no tribunal ou no senado. É hora de tornarmo-nos uma civilização tropical, consciente dos próprios problemas mas a caminho de um ambiente saudável na política, através das ordens executiva, legislativa e judiciária que sejam do povo e para o povo.

alagoas ex alagoas ex Reviewed by davy sales on domingo, maio 24, 2009 Rating: 5

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