O público e o privado

A prefeitura deveria repensar os espaços públicos que cria e mantém;

Observemos a Praça da Prefeitura, parece um shopping a céu aberto, com tantas lojinhas, lanchonetes, bares, fiteiros, banca de revistas, floricultura, etc, que a praça desaparece;

O parque Ceci Cunha está mais livre, entretanto muito do seu espaço também encontra-se nas mãos do interesse privado;

A praça marques também é tomada por espaços da iniciativa privada. Inclua-se lanchonetes, café, foto, bar, sorveteria, floricultura, banca de revista, etc;

A praça Padre Cícero nem existe, trata-se de um bar chamado de praça (no início da expedicionário brasileiro, baixão-eldorado);

Exemplos não faltam para mostrar que a prefeitura não constrói praças e parques para o deleite público, antes desenha-se como oferecer um pedaço do espaço público aos eleitos pela prefeitura, como dignos de direito para ocuparem o espaço que é de todos.

O que incomoda nesse modo de construir a cidade, é que ela fica cada dia mais esquisita, porque nossas praças se tornaram sinônimo de shopping, o que inviabiliza o oferecimento de espaços públicos para o lazer, o descanso, o devir. Onde está o verde?

Imaginem o que vai acontecer na orla do açúde do DNOCS!
O público e o privado O público e o privado Reviewed by davy sales on segunda-feira, novembro 05, 2007 Rating: 5

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