Ode à Recife e Olinda, ódio à Salvador

Nunca tive a menor vontade de ir à salvador no carnaval. Muito menos à micaraca. É tudo tão triste, tão imbecil: ver uma multidão vestida com uma camiseta de bloco comprada à prestação, tudo igualzinho, é uma tristeza de dar dó. As cordas, apartando - como disse carlinhos brown - uma gente que precisa de diversão. Sou a favor da reeducação da cidade e de suas festas. Não deixemos nos levar pela ordem da grana - que constrói, e distrói coisas belas, não é Caetano?

Atrás do trio nunca fui, e estou vivo, indiferente à Dôdo & Osmar. Um carnaval fabricado sob a ordem do lucro dos que organizam os blocos e seus famigerados a-b-a-d-á-s. Cruzes! Eu quero a alegria tradicional, com a anarquia das fantasias à invadir as ruas de graça e com muita graça, aquele carnaval feito da alegria. Estou exausto de ouvir repetidamente essa música de péssimo gosto, o ano inteiro, através do jabá encomendado por gravadoras cheias de ganância e nenhum mal-estar.

Deliciei-me ao ver Caetano no marco zero, em Recife, assistindo ao maracatú rural. Ele, sempre honesto com sua arte, veio apreciar a beleza da cultura popular. Que o caetano replique Olinda e Recife, em Salvador, que está ao deus dará.
Ode à Recife e Olinda, ódio à Salvador Ode à Recife e Olinda, ódio à Salvador Reviewed by davy sales on quarta-feira, março 01, 2006 Rating: 5

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