Entre a flor e o espinho

Não crio versos, não invento poesias,
é a poesia que se inventa pra mim,
atormenta meus ouvidos
e desce com seu corpo móvel no papel...
Me manda recados, diz que eu preciso de ócio
em nome da minha paz...

E o pão de cada dia que devo percorrer,
me enche de angústia e ansiedade,
e a poesia me vence, perco a hora,
não participo dos ritos, ganho sermões maternos
e quando eu choro,
me dão conselhos do mundo capital...

O mundo pede cuidados
tarefas pedem cuidados
mas é a poesia quem cuida de mim.

Por Marta Eugênia
Entre a flor e o espinho Entre a flor e o espinho Reviewed by davy sales on segunda-feira, janeiro 30, 2006 Rating: 5

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