terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

são cinco da manhã na AL220



A cidade tem se reinventado na última década, tornando muitas áreas irreconhecíveis de tão transformadas. A rodovia AL220, no trecho que atravessa o norte de Arapiraca, é um antigo motor de expansão do tecido urbano. Há décadas é palco do entra-e-sai sertanejo, palmeirense e litoâneo que convergem à Arapiraca. Hoje é via que abriga de hotéis a hospitais, e shopping a residenciais. E não para de chegar novas lojas, e novos condomínios. As torres mais altas da cidade romperam em sua trajetória. O valor dessa rodovia para a cidade é enorme, tudo gira em torno dela. O novo aeroporto parece apontar para um sitio entre a rodovia e o agora bairro Bananeiras, zona leste da cidade. A duplicação deu um ar mais urbano ao conjunto da cidade, embora seja toda a extensão da duplicação um equívoco irresponsável: são três pistas de cada lado, sem passarelas, sem viadutos, sem acostamento nem via para ciclistas. Como ainda somos muito deficientes e ineficientes no quesito transporte público, há muitos trabalhadores pedestres e ciclistas a circular. Nossa frota de ônibus urbano é ínfima e de péssima qualidade, com poucas linhas, incapaz de atender a demanda atual por mobilidade urbana. Apesar de sua importância continua potencialmente perigosa para ciclistas e pedestres. É urgente pensar nessas deficiências visto que a rodovia foi um presente para o horizonte da nova cidade porém esta tem o dever de abraçar pedestres e ciclistas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

a presença de arapiraca

Na foto acima pode-se observar as dimensões espaciais das duas maiores cidades do estado. Ali junto ao mar, a capital Maceió, hoje com algo em torno de 1 milhão de habitantes. No centro do estado, Arapiraca, hoje com algo em torno de 250 mil habitantes.

sábado, 12 de dezembro de 2015

lula isso, lula aquilo

Estava a ler ali a noticia num jornal português sobre a declaração do Lula que imputou o atraso do nosso sistema de educação à herança colonial dos portugueses. Ao descer aos comentários busquei os primeiros onde portugueses, com bom humor, riam do dito. Outros xingavam, baixinho. Tinha um traço de certa convivência civilizacional. Depois da repercussão da noticia por aqui dá para ver quando brasileiros antipetistas começaram a comentar na postagem e encheram com a velha ladainha de ladrão, bebum, burro e por ai vai. E o nível desceu. Então respiro, deixo a postagem. Depende de onde se lê a questão. Dá para afirmar como verdadeira e como falsa a sentença. O que interessa é que a fala do Lula não é desarazoada, nosso sistema de educação universal só vingou no século XX embora já fôssemos Brasil desde o século XVI. Isto é, três quintos de nossa história deu-se sob domínio direto português. Agora não cabe o lamento da história, mas a responsabilidade com o presente. E o lema de "Pátria Educadora" de hoje sorri como propaganda, assim Lula joga para os portugueses uma responsabilidade que ele parece não assumir. Os comentários de ódio ao Lula são parte do repertório de certos coletivos brasileiros. E estão longe de entender o Brasil.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

a democracia na cadeia


Quando as instituições falham, o caráter prevalece. Há quem nunca fraudou a lei por falta de oportunidade e há os que resistiram apesar dos convites das circunstâncias. Em crise, o caráter de cada um é desnudado. De vários políticos já conhecemos o material de que são feitos, uns de primeira, outros de segunda qualidade. Não há coletividade humana que escape ao vírus da safadeza. A esperança é que não se propague.
Para mim, o pedido de impedimento apresentado por conspiradores paulistas é absurdo. Prova-o a discussão dos beneficiários e associados: qual a melhor data para dar andamento? as ruas acompanharão os conjurados? Como reagirão os deputados do PMDB a uma defecção do vice-presidente? Qual o melhor acordo entre os pré-candidatos tucanos e os conspiradores do PMDB? Não há apresentação de evidências de que a presidente Dilma Rousseff tenha cometido crime de responsabilidade, única base constitucional legítima para impedi-la. Com todas as letras, dizem não ser necessário.
Se não é necessária a comprovação de crime, convém à oposição irresponsável preparar-se para o que acontecer fora do Congresso. Antes de ter início o processo, por exemplo, ou o Vice-presidente Michel Temer declara peremptoriamente que não vê razões substantivas para o impedimento ou não ficará como Vice-Presidente para assistir o final e se beneficiar dele. O destino do País não depende somente de tratativas em palacetes paulistanos, entre as quais figuraram com certeza os termos da missiva bombástica selando o acordo paulista contra a democracia. A carta de rompimento que o Vice enviou a Dilma Rousseff, repudiando antecipadamente qualquer resposta amistosa da destinatária, é uma justificativa para o oportunismo de manter-se à margem, pronto para “reunificar o País”. Duvido. O que há de reunificar o País é o respeito de boa fé a suas leis fundamentais. E estas são ofendidas quando o signatário prefere se declarar, preferencialmente, Presidente do PMDB.  Ou o Vice renuncia ao mandato ou será despejado pelas ruas, que fariam bem acampando nos portões de sua residência. Pacificamente, mas com justificada razão para impedi-lo de governar, a saber: por quebra do compromisso constitucional de cumprir o mandato de acordo com as leis. E as leis condenam conspiradores.
Ninguém deve obediência a governos ilegítimos a não ser por coação explícita. Precisa ficar claro aos conspiradores que não bastará uma vitória no Congresso; vão ser obrigados a encarcerar muita gente. A promessa é de um espetáculo de confissão de caráter: quem se candidata a carcereiro e quem se dispõe a ser encarcerado.  Estou para ver quem se apresenta como condutor da democracia à cadeia.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

agora que o 30 de outubro já passou

Olhar essa fotografia abaixo é como ver o futuro da cidade. O lago da perucaba tornou-se a menina dos olhos da classe média da cidade e da construção civil. É um bairro planejado, um empreendimento privado, de enorme impacto sobre a vida da cidade. E é justamente essa vertente do crescimento da cidade a maior e mais viável moeda política que os candidatos à prefeitura têm em mãos. Olhar para o mar de pobreza que caracteriza a paisagem do interior de Alagoas e se deparar com o bolsão de desenvolvimento urbano que distingue Arapiraca é uma grata surpresa. Em termos de crescimento econômico e desenvolvimento social a cidade dispara na frente das cidades interioranas, destaca-se por ser polo de atração regional, fincando de vez a bandeira de sua presença e hegemonia como um dos centros urbanos mais vivos do estado. E isso é um bom argumento político, na medida em que é possível dizer que tal movimentação econômica, social e cultural deve-se aos últimos prefeitos, quais sejam, Luciano Barbosa e Célia Rocha. Sabe-se que o volume de investimentos na cidade é mais de ordem privada que pública, pois o interesse pela cidade foi despertado em muitos grupos econômicos.

A direita é possível ver os bairros Manoel Teles e Primavera.

Agora que já passou o dia 30 de outubro, os dias voltam a normalidade, e a maior preocupação dos grupos políticos é manter seu território de poder. E toda o velho toma-lá-dá-cá já fortalece os bastidores: o palco das eleições de 2016 já está montado enquanto os autodenominados donos do nosso atraso já estão a postos para preservarem seu lugar na arena da política, e para isso desejam muito a cadeira da prefeita que tem lugar no Centro Administrativo da cidade. Com toda a força que essa cidade têm demonstrado e a importância que tem sido à ela imputada oferece um quadro comparativo do quanto é disputada a nossa prefeitura.

Célia Rocha já têm a bênção do governador, do ex-prefeito, de parte dos vereadores, dos empresários, de parte dos servidores públicos, e de boa parte dos cidadãos dessa notável cidade. Célia Rocha é muito querida na cidade, tem força política e capacidade de concorrer novamente à prefeitura. Foi duas vezes vereadora na cidade e está em seu terceiro mandato de prefeita (ela decidiu renunciar ao mandato de deputada federal para continuar prefeita). Sua presença política já é parte da história recente de Arapiraca, e assim é um nome muito forte, um ator político difícil de dobrar. Não há como negar que, por uma mistura de sorte e capacidade de articulação política, foi no tempo de Célia & Luciano em que a cidade viu um progresso constante.

O maior pecado das duas administrações foi aportar grandes volumes de investimentos e ignorar a cessação dos bolsões de pobreza da cidade. Apesar da riqueza local, essa abundância econômica está bem concentrada nas mãos de pouquíssimas famílias, não surtindo impacto direto sobre os horizontes mais populares. Um exemplo disso é a notável cegueira com que essas administrações da prefeitura esqueceram os bairros Manoel Teles, Cacimbas II, Primavera, Baixão, Brasiliana, Guaribas e Canafístula do seu projeto de cidade. Todos os olhos estão voltados para o novo bairro da perucaba enquanto esses três bairros continuam a alimentar pobreza e desigualdade para o conjunto da cidade.

A vida política local tem girado em torno de poucos grupos que, assim como a prefeita, perpetuam-se durante longos anos, em sucessão de apadrinhamentos, não necessariamente de uma ampla representação popular. Digamos que não se pode negar o valor da presença da prefeita no cenário político. O que não deve implicar numa negativa para ventos novos. Mas não se vê nada de novo no horizonte. Ainda é cedo. E não é. Parece que ainda nos falta uma presença política de extração popular, um nome ligado às lutas por cidadania. Os nomes que começam a surgir são representações fidedignas das classes altas da cidade, num constante movimento de posse das funções estratégicas da cidade. No momento sentimos que começa a crescer a respiração para que haja novos atores políticos menos compromissados com a velha elite dirigente, mas os que assumem representar o povo são, geralmente, nomes ligados à corrupção e jeitinhos da política local. Estamos a aguardar o desdobramento das candidaturas que virão em 2016.

Se Célia Rocha virá a ser pela quarta vez a prefeita de Arapiraca, impossível afirmar neste momento. O que é certo é que o jogo das eleições de 2016 girarão em torno do seu domínio. Alguns dos nomes que começam a surgir parecem sugerir velhas raposas, alimentadas num projeto de poder pessoal, antes que um projeto de cidade, o que parece ser regra entre nós. A trama eleitoral alimenta um viés de culto personalista e discute pouco ou nada sobre qual cidade o povo quer.

Tudo é feito como se fossem os únicos senhores das nossas lutas e esperanças. E isso ocorre justamente porque nossa tradição política sempre se desenhou sob o lastro do cabresto do curral político. Os que hoje são nossos vereadores e a prefeita se fizeram no cenário político com caridade populista, doando exames médicos, tijolos, carteira de motorista, panela de pressão, cinquenta reais, emprego do parente, promessas de ajuda. Nunca agiram contra a pobreza a partir do direito a cidadania mas como agentes atravessadores entre o direito e o jeitinho. A casta política local resume-se, grosso modo, a isso.


E é isso que mais preocupa. Será que já temos maturidade para um nome arapiraquense que abra a discussão sobre um projeto de cidade que implique uma discussão sobre os problemas mais urgentes e como lidar com o futuro da cidade. Pela a força que Arapiraca têm demonstrado, em sua expansão do território urbano a avançar a passos largos contra as regiões rurais do município, pela movimentação da cidade como polo regional de Alagoas, a verticalização, a duplicação das rodovias do seu entorno, a promessa do aeroporto e a chegada de empreendimentos de porte (como o Ibis, o shopping) exige de todos nós estudar, discutir e planejar qual cidade estamos a construir, e o que esperamos dela daqui em diante.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

uma cidade bem diferente está chegando

O bairro planejado Perucaba é um empreendimento privado. Toma todo o lado sul do lago da perucaba e deve mover para lá muitos sonhos dos arapiraquenses. São vários condomínios residenciais e agora pode-se ver uma área de condomínios verticais também (aliás, a foto2 mostra ao menos algumas dezenas de edifícios). Se tudo acontecer como pretende o empresário José Livino, será a maior área de concentração de edifícios comerciais e residenciais do inteior de Alagoas. Há o destaque para um grande hotel ali na beira do lago (ver legendas ao lado da foto1), além de grandes lojas, universidade, área hospitalar, hipermercado. Como o AgresteNews vem dizendo já há algum tempo, trata-se da nova Arapiraca, com verticalização crescente. Um empreendimento gigante que mostra um tempo novo em projetos de engenharia e arquitetura para organizar o novo espaço urbano.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Escândalo da "doação" de terreno público para empresa privada envolve prefeitura e empresários: o caso delta premoldados

Terreno doado por Luciano Barbosa é alvo de ação cautelar 

- Por 7Segundos

Napoleão Amaral Franco, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Arapiraca
Napoleão Amaral Franco, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Arapiraca (Foto: Assessoria)

O Ministério Público Estadual de Alagoas ajuizou uma ação cautelar preparatória, em 29 de setembro último, com o objetivo de tentar evitar que um imóvel doado pelo então prefeito da cidade de Arapiraca, Luciano Barbosa, no ano de 2007, seja alvo de um prejuízo para aquele Município. A empresa beneficiada com a doação não cumpriu com a obrigação de reforçar seu parque industrial e ampliar a contratação de trabalhadores e, para agravar a situação, desfez a sociedade da pessoa jurídica, passando, assim, o terreno para alguns de seus antigos sócios, que, por sua vez, negociaram parte dele com uma faculdade pelo valor de R$ 8 milhões.

A propositura da ação cautelar tem por objetivo garantir que o pagamento das parcelas que ainda irão vencer sejam creditados numa conta em Juízo, até que o inquérito civil em andamento seja finalizado e, na sequência, seja feito o ajuizamento da ação principal. “Já estamos investigando a doação feita à época em que o Luciano Barbosa era prefeito de Arapiraca. Inicialmente a ex-prefeita Célia Rocha deu direito real de uso do bem público, através da Lei Municipal 2.338/2003, à empresa Delta Premoldados Ltda, inscrita no CNPJ 08.268.080/0001-72. Depois, por meio da Lei Municipal 2.534/2007, Luciano Barbosa doou oficialmente o imóvel à Delta, estabelecendo algumas obrigações a serem cumpridas elos dois anos subsequentes. No entanto, nada daquilo estabelecido fora executado e, como se isso não bastasse, o antigo dono da empresa transferiu parte do terreno para seus ex-sócios e esses, sentindo-se donos do imóvel, promoveram a sua venda. Portanto, restou clara a ilegalidade”, explicou o promotor de Juustiça Napoleão Amaral Franco, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Arapiraca.

As obrigações descumpridas

A Lei Municipal nº 2.534/2007, que tratou da doação do terreno, descreveu que a referida doação teria “como destinação específica o fortalecimento de uma indústria de artefatos de concreto/estruturas pré-fabricadas, conforme projeto econômico apresentado ao Município”. Ela também estabeleceu que a “donatária teria o prazo de dois anos, a contar do ato da publicação da lei, para concluir as obras e entrar em operação”.

A mesma norma preveu ainda que a reversão automática do bem doado poderia ocorrrer, sem direitos a indenização, caso não fosse “cumprida dentro do prazo, a finalidade prevista no artigo 3º; cessarem as razões que justificaram a presente doação; ao imóvel, no todo ou em parte, vier a ser dada utilização diversa da prevista, sem anuência do Município”. E foi justamente o que aconteceu. “Alén da empresa ter sido descontituída e essa pessoa jurídica, antes de ser encerrada, ter 'doado' o imóvel para os seus sócios, Francisco Fernando de Almeida Lima, Suely de Almeida Lima, Cláudio José Ferreira Lima Canuto e Fernanda de Almeida Lima Canuto, parte desse terreno ainda foi vendido para uma faculdade pelo valor de R$ 8 milhões, o que é terminantemente proibido.
“De fato, os que conhecem a cidade de Arapiraca e transitam pelas margens da Rodovia AL-22 sabem que nada foi construído ou edificado no imóvel, além daquilo que já existia quando da doação do bem público. Enfim, sustenta-se que o encargo exigido na lei municipal não foi cumprido pela empresa. Não houve o cumprimento do mencionado “projeto econômico” ou demais operações comerciais diferentes da que já ocorriam antes da doação; razão esta que, por si só, já provocaria a automática reversão do bem doado ao patrimônio público”, revela um trecho da ação proposta peloMPE/AL.

O pedido

Na ação, a 4ª Promotoria de Justiça de Arapiraca pede que o Poder Judiciário obrigue a empresa Homem Empreendimentos e Participação Ltda, que comprou metade do terreno desmembrado em junho deste ano, passe a depositar o valor das próximas parcelas em Juízo, a fim de que, quando houver o julgamento do mérito da ação principal a ser ajuizada pelo MPE/AL, no caso de condenação dos empresários, tal dinheiro seja repassado para as contas da Prefeitura de Arapiraca.
O promotor Napoleão Amaral Franco também solicitou a indisponibilidade do bem imóvel e pediu ainda para que, em caso de ela ser decretada, que seja feita a devida comunicação ao cartório de registro imobiliário onde o terreno está matriculado. “Torna-se necessário que esse Juízo conceda a medida cautelar antecipatória ora postulada, para o fins de se evitar o possível dano irreparável ou de difícil reparação ao Município de Arapiraca/AL”, finalizou ele, na ação ajuizada.

Além da omem Empreendimentos e Participação Ltda, também são alvos da ação os ex-sócios da Delta Suely de Almeida Lima, Francisco Fernando de Almeida Lima, Fernanda de Almeida Lima Canuto e Cláudio José Ferreira Lima Canuto.

Por: 7 Segundos com Assessoria

Esta reportagem foi publicada originalmente aqui e apagada do site. Pelo interesse público sobre o assunto republicamos aqui a cópia do cache do google.

enquanto circulamos pelo bosque das arapiracas, outra cidade se anuncia

O bosque fica no centro da cidade, divide a região central com o Alto do Cruzeiro, Capiatã e Caititus, percorrendo o curso do riacho Piauí, que também corta o Parque Ceci Cunha, vizinho deste bosque. Tem uma importância fundamental para o desenvolvimento de qualquer agenda ambiental e de lazer e turismo para Arapiraca, cidade de turismo de negócios, pode aproveitar muito essa moeda de ser um município que possui parques e bosques com grande preocupação com a qualidade do espaço urbano.

Como o bosque é recente, as árvores ainda são bem jovens e pequenas. Se bem cuidado pelas próximas gerações deve ser o pulmão da cidade por ser uma área verde considerável. É um patrimônio muito importante, basta observar a foto 1 para apoiar a ideia de manter verde e natural esse espaço nos limites da região central. É território de lazer e descanso, de caminhadas, para correr, pedalar, ou para ficar a pensar sobre a vida. Em uma década estará quase irreconhecível, com o crescimento das árvores e a verticalização urbana em seu contorno. As melhores cidades do mundo possuem bons parques, bosques, hortos e regiões de conservação da natureza e da vida animal. Ter um bosque no centro da cidade não é para qualquer um não. As condições geográficas de Arapiraca são muito interessantes nisso, por isso mesmo é preciso que nos eduquemos para avançar com estas áreas por todo o território urbano.

O sol da primavera e as cores do bosque são muito agradáveis de ver nessa época, muito vivas e intensas. É uma pena que toda a arquitetura e engenharia públicas por aqui pensem sempre em lotear parte do espaço com comércios (como o quiosque da foto 5) e que deixe de lado a preocupação com o bem maior do bosque, aliás, seu único motivo de existência, o riacho Piauí, completamente abandonado (conforme a última foto). Cuidar do bosque é sinal de civilidade, de possuir área de beleza natural, de investimento futuro, de seguro climático, de alto nível de qualidade de vida. Todos nós ganhamos.










sexta-feira, 2 de outubro de 2015

o milagre do 30 de outubro


Nos últimos dias temos observado uma movimentação crescente em torno de uma suposta preocupação positiva com o eterno futuro da cidade. Sabe-se o quanto Arapiraca têm de potencial para ser bem melhor do que é para seus cidadãos e cidadãs. A meia boca, de ouvido a ouvido, nas esquinas, ouve-se que a cidade está parada, em alusão a atual gestão da prefeita Célia Rocha.

A prefeitura começou uma corrida contra o tempo para tentar dizimar tal raciocício, qual seja, da "inabilidade" da prefeita de prover o tal futuro grandioso que a cidade projetou, mas demora a vingar. Então surge o expediente das múltiplas inaugurações durante o 30 de outubro, data em que comemoramos a emancipação política de Arapiraca, que deixou Limoeiro de Anadia e fez-se cidade. 

Aliás, hoje Arapiraca é tão extensa para os padrões do interior nordestino que sua cidade-mãe é menor que qualquer bairro de Arapiraca. Então o 30 de outubro surge sempre como carta na manga do executivo local em tempos onde coloca-se em xeque a capacidade executiva de nossos dirigentes. A prefeita já soltou notas e postagens nas redes sociais dando conta de pelo menos 50 inaugurações durante os festejos desse ano. Obviamente que esse expediente é mais propaganda que obra planejada, é uma reação, o que no fim das contas é bom para a cidade.

A maioria das inaugurações dizem respeito a aposição de calçamento em paralelepípedo de ruas em bairros mais periféricos. Junte-se à isso o recapeamento das quatro entradas da cidade, que estavam desde sempre abandonadas, esburacadas, impróprias para a circulação. Basta que chegue o 30 de outubro que vemos uma administração preocupada com a cidade. É bem vindo a extensão da urbanidade para bairros pobres e sem estrutura.

Mas o que se faz nos dias 30 de outubro em Arapiraca, da missa católica ao desfile militar-cívico, e as inaugurações de ocasião, é repetir o velho estilo de governar. Inanição executiva durante a maior parte dos meses, e o milagre de investimentos e inaugurações nesse dia específico, quando os deuses da urbanidade se mostram abertos a liberarem recursos para as obras e a viabilização dos estudos, se há, quando há, que indicam os ganhos sociais e políticos para o povo dessa cidade que, a duras penas, insiste em alcançar o padrão de urbanidade de Feira de Santana e Campina Grande. E estamos conseguindo. Estamos bem perto disso. Apesar da administração pífia de Célia Rocha, apesar dessa Câmara de Vereadores aquém do nosso projeto de cidade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

faculdades privadas continuam luta para manter a pior educação, e estão conseguindo

Ranking dos cursos de Direito no Brasil num universo de 878 cursos de bacharelado. Aqui recorto apenas os cursos em funcionamento em Alagoas. Algo se confirma: o ensino superior público é muito melhor do que o privado. A colocação das faculdades privadas nos últimos lugares da lista também confirmam a incapacidade.de boa formação quando donos só pensam em lucro e alunos só pensam em mercado de trabalho. A paisagem é um desastre.
1º lugar: USP
(...)
73º lugar: UFAL
245º lugar: UNEAL
302º lugar: FAL
352º lugar: FITS
542º lugar: CESMAC
666º lugar: IESA
682º lugar: M Nassau
758º lugar: SEUNE
773º lugar: IESC
813º lugar: FACIMA
824º lugar: CESMAC
840º lugar: CESAMA
855º lugar: FAMA
872º lugar: R Marinho

descriminalização da maconha no brasil

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

notas soltas ao vento

  • Depois dos 6km duplicados na AL-220, agora é a vez de 4km de duplicação na AL-110. Arapiraca contará com 10km de rodovia duplicadas dentro do perímetro urbano.


  • Um estudo técnico indicou cinco sitios da zona rural da cidade capazes de receber o novo aeroporto. Quem determinará qual área receberá o aeroporto será a ANAC tendo em mãos esse estudo.


  • As ruas da cidade estão em estado de abandono. As principais vias nos bairros estão esburacadas. Um transtorno bem maior que o próprio trânsito.


  • Estes tem sido os dias mais frios que vive a cidade.


  • A Unirb (que incorporou o Cesama) está sendo construída na AL-220 (em frente ao shopping). A pretensão é trazer 14 cursos de graduação presencial para seu novo campus.

  • A construção civil continua aquecida por aqui, dá para observar a verticalização de algumas áreas e a horizontalidade de novos condominios avançando no mundo rural. Isso aqui está em festa.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

[novo] mapa dos bairros de arapiraca

Como a prefeitura de Arapiraca nem o governo de Alagoas publicou um mapa de bairros de Arapiraca, este blog resolveu publicar o primeiro mapa de bairros de Arapiraca disponível para quem quiser baixar, partilhar ou imprimir. Serve tanto para moradores como para turistas e viajantes poder localizar-se melhor dentro da cidade.

domingo, 2 de agosto de 2015

arapiraca turística


A chegada do hotel Ibis em Arapiraca abre espaço para a (re)qualificação do parque hoteleiro local. Temos poucos hotéis, e os que temos são do tipo simples ao mais básico. A rede Ibis é internacional e seus hotéis trazem a experiência em hospedar para nossa cidade. Como a cidade não oferece atrações turísticas de alto nível, o turismo da região é de negócios. E isso está a crescer. Resta agora o poder público olhar com mais carinho para as grandes possibilidades de inventarmos novos espaços turísticos bem como aprimorar os recursos turísticos que temos, como nossos ainda mau gestados parques. A chegada do Ibis é ótimo sinal. Vamos nos movimentar para criar as condições de lazer e descansos tão procurados pelos milhões de brasileiros em busca de cidades agradáveis, limpas, seguras e sem pobreza. Podemos chegar lá, caso a Câmara e a Prefeitura não nos atrapalhe.

sábado, 18 de julho de 2015

população por bairros em arapiraca

No Censo de 2010 a população de Arapiraca é de 214.006 habitantes. A estimativa populacional em 2014 era de 229.329 habitantes. A lista abaixo descreve a população por bairros da cidade.

Brasília                      14.737
Primavera                  11.939
Canafístula                10.674
Planalto                       8.798
Manoel Teles               8.255
Boa Vista                     6.651
Cacimbas                     6.568
Alto de Cruzeiro          6.102
Zélia Barbosa Rocha    5.620
Caititus                         5.369
Cavaco                          5.244
Bom Sucesso                4.958
Santa Esmeralda           4.808
Baixa Grande                4.691
Centro                           4.459
Senador Nilo Coelho     4.345
Baixão                           4.198
Jardim Esperança          4.139
São Luiz                        4.110
Arnon de Melo              3.841
Ouro Preto                     3.744
Olho D'água Cazuzinho 3.444
Eldorado                         3.431
Nova Esperança             3.086
Capiatã                           3.044
Brasiliana                        2.750
Senador Teotônio Vilela 2.694
Novo Horizonte               2.389
Verdes Campos               2.304
Itapoã                               2.246
São Luiz II                       2.217
Jardim Tropical                2.161
Pe. Antonio Lima Neto    1.751
Santa Edwiges                  1.574
João Paulo II                    1.509
Massaranduba                  1.456
Guaribas                           1.365
Jardim de Maria                   941

quinta-feira, 2 de julho de 2015

educação em alagoas?

Os dados sobre matrículas de alunos assim colocados nos dá uma boa dimensão da importância dos municípios e o tamanho de seus sistemas educacionais.

domingo, 28 de junho de 2015

ainda somos a terra do fumo?


O principal produto de exportação de Arapiraca (região metropolitana) é o tabaco rama. Conhecida como a terra do fumo, a região mantém um comércio exportador de fumo ainda vultuoso. E os dados mostram que esse tipo de comércio tem crescido a uma taxa de 20% nos últimos 5 anos. Lagoa da Canoa agora é a terra do fumo, exportando duas vezes mais que Arapiraca. Lagoa da Canoa é tão perto de Arapiraca que esta é para nós mais um bairro rural. Os dados de 2014 mostram os números. A maior parte desse fumo cru ou bruto segue para a Indonésia. Foram 4,49 milhões de dólares em exportação. Lagoa da Canoa (64%) 2,87 milhões de dólares e Arapiraca (36%) 1,62 milhão de dólares. Veja o quadro abaixo para ter uma ideia para onde vai o fumo produzido em nossa região.

sábado, 27 de junho de 2015

o tamanho da educação superior em arapiraca

Levando em conta apenas as universidades públicas e faculdades privadas presenciais, esse é o quadro do tamanho da educação superior em Arapiraca. São 8.760 alunos matriculados no ensino superior. 75% dos alunos são das duas universidades públicas. Os 25% restantes divididos entre as três maiores faculdades privadas.

terça-feira, 23 de junho de 2015

a procissão das trevas


A desprestigiada Câmara de Vereadores entrou para a lista de espaços legislativos antidemocráticos com agenda contra a Educação: proibido explicar para os jovens as relações entre os gêneros. Os arautos da soberba proibiram discussões sobre gênero e orientação sexual no processo de educação. Nenhum deles pertence aos gêneros humano, masculino ou feminino. E nenhum deles tem orientação sexual. Digamos que isso ultrapassa de longe a ma-fé. Com viés religioso, com apoio da inapta prefeita Célia e da sem-noção secretaria de educação, desprezam as múltiplas violências que nossos jovens sofrem em suas relações de gênero, de fato. A conta dessa violência silenciada nas escolas será cobrada em breve. Soa baixo o nível intelectual dos agentes públicos do executivo e legislativo. A cada dia fica mais claro o quanto essa casa é ilegítima, e das novas gerações que já nascem discutindo gênero fundarão uma legislatura de homens e mulheres racionais, éticos e corajosos. Por enquanto ficamos com essa cena que será parte do lixo da nossa história.

Nota da Associação Brasileira de Antropologia sobre a supressão de gênero e orientação sexual nos planos municipais estaduais e nacional de educação: Leia aqui


segunda-feira, 22 de junho de 2015

gênero nas escolas, sim!

O medo da CNBB sobre "Gênero" é porque tais discussões desterritorializam o sexo. O medo é dizer para nossos jovens que a genitália sexual é natural embora os papeis dado aos sexos sejam artefatos culturais. Questionar os papeis masculinos e femininos é questionar toda a autoridade que alimenta esse modo de gerir o mundo. Machismo, homofobia e violência é tudo do espaço do gênero. Questionar os papeis, as performances e as relações de poder entre os sexos põem em xeque o patriarcado. É disso que estamos falando quando falamos de gênero. Não é à toa que religiosos e políticos conservadores estão em cruzada contra esse saber: porque é luz demais para suas cegueiras, tem que correr para evitar que as novas gerações entendam as bases das desigualdades entre os sexos e os territórios de controle social e do poder. Basta a razão e a inteligência para entender o quanto isso é urgente para o avanço da vida social.

sábado, 20 de junho de 2015

o tempo de feitura da cidade

Quando observamos um recorte de imagem do google earth satélite (são de 25 de abril do ano presente) dá para ter a dimensão da velocidade da expansão urbana em Arapiraca. Essa imagem como que mostra a zona norte recém-surgida, como a expansão da antiga maçaranduba-planalto com dezenas conjuntos residenciais em direção ao campus da UFAL e em direção ao Canaã. O Canaã da minha memória estava no mundo rural, hoje parece-nos óbvio que a comunidade possui status de bairro embora os entes públicos ainda não o tenha feito. O Canaã e as Bananeiras, em regiões opostas da cidade, são zonas rurais recentemente integradas à cidade, mas com infra-estrutura precária.

Olhemos para a região do lago da perucaba. Impressiona o quanto a orla inteira foi invadida por bairro projetado e meia dúzia de condomínios. Avenidas estão surgindo na região, ligações entre essa nova área e a cidade. 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

arapiraca domingo com mínima de 19 graus

Os dias estão mais frios na cidade. E o ambiente frio nesse planalto agreste traz noites e madrugadas neblinadas. Como há poucos espaços de lazer, passeios noturnos pela cidade e suas redondezas são um modo de curtir o inverno. Um pecado dessa cidade é não ter uma agenda de teatro no inverno. Há bares e restaurantes para vários gostos, mas é dificil encontrar um lugar para dançar. Lazer para adultos são raras as casas. A cidade tem uma movimentação bem qualificada em suas noites, mas sem contrapartida a altura. O trânsito é bem intenso, e a 220 é um dos termômetros da cidade acordada. Há muita gente em busca de diversão e lazer. 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

reurbanização do comércio, marginal do piauí e lago da perucaba

A prefeitura está reunindo-se com empresários para traçar seu projeto de readequação urbana: trata-se de um "shopping" à cèu aberto, compreendendo a rua aníbal lima, a praça bom conselho e a rua do comércio. Essa área será um grande calçadão, com a transformação arquitetônica das fachadas das lojas e área verde para atrair consumidores;

Outro projeto é a segunda etapa do parque Ceci Cunha e da nova etapa de adequação do lago da perucaba com a chegada de dois novos bairros na orla do lago;

Também há a intenção de fazer a ligação da avenida marginal do piauí (que cruza o bosque das arapiracas e parque ceci cunha) às AL 110 e 220. Isso contando com a nova duplicação da AL 110. Citou-se interesse em recuperar a AL-115 o que faria nascer um anel viário, de fato, na cidade.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

o aeroporto, a uneal, a al-110 e o futuro da cidade

No evento "governo presente" (a ideia de que o governo é sempre ausente mesmo) o governador Renan Filho e a prefeita Célia Rocha foram vaiados na praça da Prefeitura por alunos da Uneal que estão em luta antiga por direito a estudar com professores efetivos que, assim como o ex-governador Téo Vilela, o atual governador Renan Filho continua na desconstrução e destruição da Uneal como projetos essenciais, e isso ficou claro na fala do ex prefeito Luciano Barbosa, atual secretário estadual da educação, no jornal da manhã na Gazeta quando afirmou ao repórter que a folha da Uneal não será ampliada, só entra um quando sai outro professor, mantendo o mesmo quadro docente, incapaz de ampliar o corpo docente e com isso a ampliação de oferta de educação publica superior é abertamente negada. Para muitos isso significa o desprezo e o projeto de acabar com a universidade estadual;

No mesmo evento aqui na cidade foi assinado o termo que dá inicio aos estudos de viabilidade da construção do nosso aeroporto. Vão indicar alguns sítios na zona rural para que a Secretaria de Aviação escolha qual é o mais adequado para a obra. Após a aprovação do terreno é que iremos ao processo de licença ambiental, configuração do projeto conforme o terreno escolhido e depois disso é que a construção deve começar, isso deve levar alguns meses, talvez anos, o governo não publicou uma agenda definitiva;

Ainda nesse evento o governo estadual autorizou o inicio da duplicação de míseros 4km de duplicação da AL-110, que vai do posto da Polícia na rotatória da AL-220 até o antigo aeroporto. O trecho seguinte de 26km que vai até São Sebastião não será duplicado, receberá apenas uma recuperação asfáltica. O anel viário duplicado que circule todo o perímetro urbano está vindo aos poucos. A notícia é boa embora o empenho em consertar e avançar com a estrutura viária de Arapiraca seja pouca e lenta, vamos alcançando alguns méritos, se o governador olhasse o agreste com mais atenção ampliaria a duplicação em mais do que 4km.

Aliás é bom lembrar que quando soubermos qual sítio sediará o novo aeroporto, a região necessariamente também receberá novas vias que se integrarão a malha do circuito existente. A paisagem continua a mudar, não temos dúvidas, apenas nos parece que o governo é um tanto inábil com obras no interior do Estado.

O turismo de negócios e a capacidade de receber da cidade de Arapiraca estão crescendo. O hotel da bandeira Ibis está de pronto para ser inaugurado. A prefeitura está aquém das nossas necessidades de investimentos em infra-estrutura, visto que essas obras todas são intervenção do governo federal e em menor parcela do governo estadual, embora todos queiram sair bem na foto.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

a cidade castrada e a farsa do call center

Duas décadas de mandatos entre Célia e Luciano na prefeitura fizeram Arapiraca transformar-se. Dificilmente alguém olha hoje para Arapiraca e não surpreende-se com a nova paisagem urbana que nos levou a decretar a região metropolitana do agreste por causa da força aglutinadora que este urbio possui para todas as cidades da região. Apesar de tudo podemos observar investimentos parcos para a sêde dessa cidade, e se olharmos bem de perto o grosso do pouco investimento veio da iniciativa privada e do governo federal. A cidade parece que está com suas contas no vermelho desde sempre e a irresponsabilidade da Câmara e da Prefeitura que simplesmente não dão satisfação à população sobre seus gastos e investimentos dá a noção do quanto vivemos em torno de um poder público ilegal, sem transparência, que parece gastar nossos recursos como se fosse dinheiro privado, sem prestação de contas.
Duas décadas com Célia e Luciano e a cidade continua sem um sistema de transporte coletivo adequado, há três ou quatro linhas de ônibus que cruzam uma pequena parte da cidade, com ônibus velhos, aos farrapos, e com tarifa abusiva. Precisamos dialogar com eles, trazê-los ao debate sobre isso. É muito importante. A maior parte das ruas continuam em chão cru, sem calçamento ou asfalto, o que não deixa de ser verdadeiro também uma constante agenda de calçamentos e asfaltamentos pela cidade. A educação pública continua com salários muito baixos e o atendimento à saúde pública também deficiente, o que parece reproduzir o quadro geral da sociedade brasileira. O lugar de destaque que Arapiraca alcançou diz respeito mais ao povo e a iniciativa privada do que da racionalidade do poder público. Uma prefeita que não discute profundamente a situação onde mulheres e homens pobres são obrigados a pagar transporte individual e privado (mototaxi) para ter o direito a circular pela cidade dá o mote da a ideia, talvez ilusória, de ineficiência da nossa prefeitura e do modo como nossa Câmara de Vereadores é uma extensão incapaz de cobrar da prefeitura.
Uma mostra disso é a prefeita Célia funcionar como garota-propaganda do Call Center. Digamos que é desnecessário, visto que há larga literatura especializada atentando para o problema dessas empresas. Essa empresa chegou por aqui e hoje emprega cerca de 1500 arapiraquenses, ocorre que essa mesma empresa é um ambiente muito ruim para o trabalho, pela altíssima taxa de rotatividade, trabalho estressante, turnos abusivos, entre outros pormenores. O fato de uma empresa chegar aqui com um volume tão grande de postos de trabalho não significa necessariamente um bem público, ao contrário, esse é um ambiente bem nocivo ao futuro dos jovens arapiraquenses, conforme essa reportagem, por exemplo. Num ambiente hostil aos direitos trabalhistas, essa empresa representa o pior para os trabalhadores, para seus rendimentos, sua saúde, seu lazer, sua vida social. Precisamos enfrentar a precarização como modelo abonado de um futuro mais honroso para nossa cidade.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

v festival de teatro de arapiraca

teatro

O V Festival de Teatro de Arapiraca começa nesta sexta-feira (22), a partir das 20h, no Teatro do Sesi. É um festival pequeno, com raros avanços desde sua primeira edição, e mantém uma programação limitada. Pela inexistência de agenda teatral (apesar de três teatros em funcionamento) vale visitar o festival nesses dias. Uma pena que se resuma a textos pouco profundos, o que reduz a possibilidade de grandes performances. O desenho da programação mostra mais o teatro de temática repetitiva, local, popular, com acento de puro entretenimento do que apostar em uma mostra da potência da arte teatral. A organização do festival não produziu sequer um site com a programação oficial e portfolio das companhias. Apenas a abertura com a companhia de Maceió será gratuita, nos dias seguintes é preciso pagar ingresso de R$ 16, estudantes pagam meia-entrada.

Quando: 22 a 31 de maio

Onde: Teatro do Sesi (bairro primavera)

Que horas: 20h.

Espetáculos

Dia 22 – Marina (Companhia Teatro da Meia-Noite)
Dia 23 – Cordel do Amor Sem Fim (Cia. Maria Dengosa);
Dia 24 – Maria Sem Vergonha (Cia. de Teatro Arapiraquense);
Dia 26 – Amores às Avessas (Avessarte Companhia de Teatro);
Dia 27 – A Cantora Careca (Cia. Insanos – Camboio de Doido);
Dia 28 – Se o Defunto Falasse (Cia. Teatral Luzes de Ribalta);
Dia 29 – A Árvore dos Mamulengos (Atuar É Preciso);
Dia 30 – Quem Matou Maria Helena? (Art'Reflexo Companhia de Teatro)
Dia 31 – Encerramento e entrega das premiações.

Oficinas

  • Oficina de expressão corporal (09 e 10 de maio)
  • Oficina de Técnica Vocal (16 e 17 de maio)
  • Oficina de iniciação teatral (25 a 29 de maio)
  • Oficina de Técnica de cenografia (27 a 29)
  • Oficina "Ritmos de Rua" (dia 31 de maio)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

duplicação da AL 110 vai começar

cidade0172015

detalhe da AL-220 duplicada.

Uma fonte informa que a duplicação da AL110, no trecho entre o trevo da polícia (na altura do Atacadão) até o antigo aeroporto (Boa Vista) a rodovia vai começar nesses dias a duplicação. A cidade tem um trecho da AL220 duplicada, com a duplicação do trecho urbano da AL110 tudo indica que estamos a desenhar um anel viário. Os caminhões que trabalharão nessa nova duplicação já estão sendo contratados, a maior parte dos terrenos idenizados (com algumas pendências). É muito boa notícia para a cidade, duplicar nossas vias aumenta a nossa capacidade de fluxo, de bens, serviços e pessoas, e isso reflete no aumento de riqueza da cidade. Várias notícias informam que a AL110 deverá ser duplicada durante a construção do gasoduto de Penedo para Arapiraca. No primeiro momento a duplicação da AL110 será esse pequeno trecho, da polícia ao bairro boa vista, e deve seguir duplicando do antigo aeroporto até São Sebastião, no encontro da AL110 com a BR101, já duplicada. Bons ventos estão em nossa volta.